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DEVIDO AO HISTÓRICO MANIFESTO NACIONAL DE 17/06/2013
O BLOG "WIKILEAKSAPOIO" VOLTARÁ COM AS POSTAGENS DIÁRIAS, VOLTADAS PRINCIPALMENTE PARA OS ATUAIS MANIFESTOS NO BRASIL E NOS PAÍSES QUE ESTÃO APOIANDO A CAUSA DA NAÇÃO BRASILEIRA!!!

#OGIGANTEACORDOU

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Em entrevista, Assange faz declarações sobre o Brasil

Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, diz que o Brasil seria um bom país para instalar uma das bases de operação da sua organização. Assange demonstrou ter
grande conhecimento sobre a atual situação do Brasil. Ele criticou a corrupção no país e comentou o apoio
político que estaria recebendo do Brasil e de outros países da América do Sul.



Foto: EFE
Assange: 'Talvez o Brasil seria um bom país para que coloquemos parte de nossas operações' | Foto: EFE
Assange revelou que tem planejamentos para ampliar o WikiLeaks no Brasil. Segundo disse na entrevista, a organização tem 2.855 telegramas sobre o Brasil, com a embaixada dos Estados Unidos em Brasilia como origem ou destino das mensagens. Há, ainda, outros cerca de 2 mil endereçados a outros países.

Na avaliação de Assange, o presidente Lula, ao fazer declarações de apoio ao WikiLeaks, estaria estabelecendo as bases para a presidenta eleita Dilma Rousseff adotar uma posição semelhante. Ele acredita que, se por um lado Dilma pode se mostrar mais hesitante em relação à organização criada por Assange e em relação aos Estados Unidos, por outro ela pode tomar posições de forma mais independente, uma vez que denúncias de uma possível manipulação por parte do EUA feitas pelo WikiLeaks poderia proteger o governo brasileiro.

Fonte: Terra

Lula pediu que Cháves baixasse o tom contra EUA, diz WikiLeaks


Novos telegramas vazados pelo WikiLeaks mostram que o presidente Lula pediu ao colega venezuelano, Hugo Chávez, que baixasse o tom contra os Estados Unidos. 

Essa afirmação está no conteúdo diplomático divulgado nesta quarta-feira pelo jornal espanhol "El Pais".

O pedido teria sido passado ao embaixador dos Estados Unidos no Brasil, John Danilovich, pelo ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Ele mesmo foi o mensageiro do recado de Lula a Chávez. 

A recomendação brasileira não surtiu efeito no presidente venezuelano, que continuou com os ataques verbais contra os Estados Unidos. 



Fonte: eBand

Por que doei $50,000 para o fundo de defesa ao Wikileaks


Vamos deixar algo claro: Julian Assange é um jornalista. Você pode argumentar que ele não está praticando jornalismo da forma que deveria ser praticado – vazando documentos classificados do Departamento de Estado americano – mas ele é um jornalista ainda assim. E para muitos de nós ele é um herói.


Estou enojado e cansado dos políticos e especialistas políticos tratando esse homem como se ele fosse um criminoso. Se o WikiLeaks existisse em 2003, quando George W. Bush estava plantando a guerra no Iraque, os EUA podiam não estar na situação horrível em que está hoje, com nossas tropas lutando em três países (contando o Paquistão) e o conseqüente custo em sangue e dólares.

Aqui o que eu sei sobre censura: o livre fluxo de informação ultimamente é menos danoso que o fluxo de informação impedido. Uma democracia não pode existir sem total acesso aos fatos.

O que está errado é que um estrangeiro preocupado – um publicador australiano, não nossa vangloriada imprensa principal – expôs os documentos secretos. Por isso, Assange tem sido atacado com acusações criminais dúbias por que sua camisinha falhou durante um encontro sexual. Dá um tempo.

Julian Assange não deveria enfrentar uma sentença de prisão. Nós deveríamos fazer uma passeata para esse bravo homem.

Fonte: Huffington Post

As ‘calçoilas de Hillary’ – O WikiLeaks


A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse em dias da semana passada que, terminado o mandato do presidente Barack Obama, reeleito ou não, ela abandona a vida pública. Hillary tem um mandato de senadora pelo estado de Nova York.

Em 2008, no início da pré campanha eleitoral para escolha do sucessor de George Bush, Hillary era a favorita do Partido Democrata. Foi atropelada nas primárias por um quase desconhecido senador do estado de Illinois, Barack Obama, numa avassaladora campanha feita principalmente via Internet, por jovens e negros a favor de Obama.

Derrotada, imaginou que seria candidata a vice-presidente na chapa Democrata, mas acabou secretária de Estado num acordo do qual discordaram vários integrantes do primeiro time de Obama.

Medo da sombra.

O anúncio de Hillary, que vai abandonar a vida pública, tem várias razões. Uma delas a constatação que não conseguirá disputar eleições presidenciais em 2012 e estará sem condições de fazê-lo em 2016. Outra, o conhecimento que vários documentos secretos em poder do WikiLeaks demolem o governo de seu marido Bill e colocam-na em posição no mínimo constrangedora diante de determinados fatos.

Criador do WikiLeaks publicará suas memórias, diz jornal

Fundador do WikiLeaks, Julian Assange comparece a delegacia em Suffolk. Foto: Reuters
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, vendeu suas memórias a duas editoras e deve ter um manuscrito pronto em março, informou 
o jornal britânico The Guardian, nesta terça-feira.
O jornal, um dos quais o WikiLeaks forneceu trechos de seu material secreto, disse que Assange teria vendido suas memórias à editora britânica Canongate e à norte-americana Knopf.
O australiano, 39 anos, provocou o governo dos Estados Unidos ao divulgar documentos confidenciais norte-americanos em seu site na internet e em jornais em todo o mundo para ampliar o impacto das revelações.
Assange está em liberdade condicional e vivendo no interior da Inglaterra em prisão domiciliar enquanto se prepara para lutar contra a extradição para a Suécia, onde autoridades desejam interrogá-lo sobre supostos crimes sexuais.
A informação vazou em uma mensagem no Twitter da editora espanhola Random House Mondadori. O diretor da divisão literária do grupo Claudio Lopez disse que o "manuscrito estará pronto em março", informou o The Guardian.

Fonte: Terra

Apple retira aplicativo do Wikileaks de sua loja

A descrição do aplicativo era: “O app do WikiLeaks dá acesso instantâneo ao maior vazamento de documentos oficiais da história e outros documentos secretos do governo. Você agora pode ter todas as informações do WikiLeaks facilmente em seu iPhone…”



Uma das possíveis razões da remoção da Apple seja pelo fato de cobrar por um aplicativo que envolve informações de uma organização sem fins lucrativos (alem de não ser o aplicativo oficial do WikiLeaks). Ou talvez seja apenas um assunto muito delicado para a Apple, que é famosa por rapidamente tirar o time de campo quando o assunto é aplicativos polêmicos.
Fonte: Gizmodo

Após acidente com avião da Gol, EUA tentaram tirar pilotos do Brasil

O governo dos Estados Unidos agiu junto ao Itamaraty e à Polícia Federal para tirar do Brasil os pilotos norte-americanos envolvidos no acidente entre um jato Legacy e o Boeing 737 da Gol, ocorrido no dia 29 de setembro de 2006 e que matou 154 pessoas. A revelação consta de telegramas enviados a Washington por diplomatas e obtidos pelo site WikiLeaks.

A primeira intervenção teria ocorrido logo em outubro, quando foram enviados ao Brasil três funcionários do Conselho de Segurança de Transportes (NTSB) e um da Administração Federal de Aviação (FAA) para acompanhar as investigações.

Enquanto isso, a embaixada dos EUA trabalhava para tirar do país os pilotos Joe Lepore e Jan Paladino. Na época, eles não conseguiriam deixar o território brasileiro, pois estavam com seus passaportes retidos.

Intervenções

Em novembro de 2006, o cônsul-geral Simon Henshaw Henshaw interveio junto ao Itamaraty para pedir que os pilotos tivessem permissão para sair do país. Um telegrama do dia 17 de novembro mostra que o diretor das Comunidades Brasileiras no Exterior do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Manoel Gomes Pereira, disse que iria transmitir a preocupação "oralmente", pois "temia que qualquer comunicação por escrito poderia causar repercussão contrária aos pilotos".

O ponto culminante da ação política sobre o acidente teria ocorrido no dia 21 de novembro. Em ligação para o cônsul-geral, Manoel Gomes Pereira teria dito que ligara pessoalmente para dois dos juízes que atuavam no caso do acidente, explicando a preocupação dos EUA. "Ele recomendou que não se tomassem mais ações até o julgamento, pois os juízes são sensíveis a pressões externas", relatou o telegrama.

Em 1 de dezembro de 2006, o embaixador Clifford Sobel escreveu a Washington dizendo acreditar "ser apenas uma questão de tempo" até os pilotos do Legacy conseguirem a autorização para sair do país.

Sobel procurou o delegado da PF Renato Sayao, para obter informações sobre o habeas corpus. "Contatado pela embaixada, Sayao disse ser improvável, mas possível, que os pilotos sejam formalmente acusados”.

Acidente

O acidente ocorrido em setembro de 2006 foi o pior da aviação brasileira até então. Todos os 154 ocupantes do avião da Gol morreram após o choque com o jato particular Legacy, da empresa americana ExcelAire.

Na ocasião, Lepore e Paladino foram acusados de negligência. A base da acusação estava na suposição de que eles teriam desligado o transponder, equipamento que alerta para a possibilidade de uma colisão. No entanto, a Justiça do Estado do Mato Grosso, onde ocorreu a tragédia, os inocentou.

Com o passar das semanas, foi exposto a precariedade do sistema aéreo brasileiro, causado pelo aumento no número de voos, que não foi devidamente acompanhado pelos investimentos de infra-estrutura. O fator de maior gravidade estava no reduzido número de controladores aéreos, que trabalhavam longas horas e em péssimas condições.

Fonte: eBand

Assange exalta apoio de Lula e critica vice-presidente dos EUA

Na primeira entrevista após ser libertado de prisão britânica, Julian Assange elogiou o apoio dado a ele e à organização pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e respondeu ao vice-presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden, que o chamou de "terrorista". Assange, responsável pelo vazamento de mais de 250 mil documentos diplomáticos dos EUA, é acusado de crimes sexuais na Suécia.

“Recebemos apoio em escala mundial, especialmente na América do Sul e Austrália. Mas quanto mais próximo está um homem do poder, menos predisposto está a nos apoiar, provavelmente porque tem mais a perder. Nos últimos dez dias, temos visto gente, incluindo próximas do poder, que demonstraram seu apoio. [Lula] é um caso especial, porque está deixando o cargo, e isso lhe permite ser mais direto do que havia sido. Já não tem que prestar nenhuma lealdade aos Estados Unidos”, disse Assange ao jornal espanhol El País.

Quando questionado a respeito das acusações feitas por Biden nesta semana que Assange seria um "terrorista" e que os EUA estão considerando tomar ações jurídicas contra ele, o criador do Wikileaks respondeu que “de acordo com o vice-presidente norte-americano, a verdade sobre os Estados Unidos da América, é terrorismo”.

Fonte: Opera Mundi

Julian Assange: "Recebo ameaças de morte a toda a hora"

Em entrevista ao jornal espanhol "El País", o fundador do Wikileaks, Julian Assange, garantiu que recebe constantes ameaças de morte, normalmente por parte de membros das Forças Armadas dos Estados Unidos.

Durante a conversa, Julian Assange contou pormenores dos dias que passou na prisão. "Fui transferido três vezes e, ao contrário dos outros detidos, a minha cela estava sempre fechada. Perto da minha cela estavam pedófilos que gritavam toda a noite e falavam sobre os seus crimes", acrescentou. As autoridades acabaram por optar pela transferência para outra zona com medo que fosse atacado, devido à curiosidade que suscitava nos outros presos. Também alguns polícias se mostravam fascinados com a sua presença. Um dos guardas entregou-lhe um papel no qual estava escrito: "Só tenho dois heróis neste mundo: Martin Luther King e você".

Para passar o tempo na prisão fazia exercício, escrevia notas sobre o Wikileaks para entregar aos seus colegas e leu o "Cancer Ward" de Alexandr Soljenitsin.

Questionado sobre as suspeitas de abuso sexual, Assange garante: "Nunca tive relações sexuais com ninguém sem o seu consentimento".

O australiano contou, ainda, que deixou um dente na prisão, num dia em que comia um prato de arroz com feijão e encontrou um pedaço metálico no meio da comida. "Não sei se foi ali colocado ou se foi um acidente", disse. O dente acabou por desaparecer da sua cela e Assange ironiza: "Deve estar à venda no eBay".

Fonte: ionline

Dirceu duvidou de recuperação de Lula após mensalão, revela WikiLeaks

Dirceu rebateu os comentários contidos nos telegramas norte-americanos
Dirceu rebateu os comentários contidos nos telegramas norte-americanos 

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, acreditou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiria se recuperar da crise causada pelo escândalo do mensalão, e que não conseguiria se reeleger em 2006. As informações constam de telegramas enviados por diplomatas norte-americanos a Washington e obtidos pelo site WikiLeaks. A publicação do teor dos documentos foi feita na edição desta segunda-feira do jornal “Folha de S. Paulo”.


Dirceu teria feito as declarações em 2005, no auge do escândalo do mensalão e logo após deixar a Casa Civil. Ele teria dito a um amigo americano que Lula dificilmente seria reeleito nas eleições de 2006 e afirmou que ele poderia até mesmo desistir de concorrer a um novo mandato se ficasse "deprimido".

De acordo com um despacho diplomático americano obtido pela organização WikiLeaks, Dirceu considerava mais provável uma vitória da oposição em 2006 e previu que o candidato do PSDB à Presidência seria o então prefeito de São Paulo, José Serra.

Como se sabe, as previsões não se concretizaram. O candidato da oposição acabou sendo Geraldo Alckmin, animado pelos bons índices de aprovação à frente do governo do Estado de São Paulo. Lula acabou concorrendo e venceu as eleições com relativa facilidade.

Caixa dois

Os documentos obtidos pelo WikiLeaks incluem relatos de duas conversas entre Dirceu e um assessor especial do Departamento de Estado dos EUA, William Perry. Os diálogos ocorreram com Dirceu fora do governo. 

Em um destes diálogos, segundo os telegramas, o americano pediu uma opinião a Dirceu sobre a necessidade de uma reforma política no país. O então deputado federal criticou o modelo de financiamento dos partidos.

"Dirceu admitiu que habitualmente gastou o dobro do que declarou em suas campanhas e que todos os políticos brasileiros empregam algum tipo de caixa dois”. 

Outro lado

Em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, Dirceu contestou as declarações. Dizem que suas opiniões foram distorcidas e que os telegramas omitem críticas que ele diz ter feito à política externa dos Estados Unidos.

"Isso aí é a versão deles para o que eu falei, mas não é exatamente o que eu penso. Quem escreve esses telegramas às vezes quer mostrar serviço e não registra o que não interessa para eles."

Dirceu respondeu com risos ao telegrama que relata a conversa sobre o uso de caixa dois em suas campanhas. 

Fonte: eBand

Viva o Wikileaks!

SiCKO não foi banido em Cuba

Esquerda - [Michael Moore] A WikiLeaks fez esta sexta-feira uma coisa incrível: lançou um telegrama secreto do Departamento de Estado que trata, em parte, de mim e do meu filme Sicko, em Cuba.

É espantoso olhar a natureza orwelliana dos burocratas do Estado, que torcem mentiras e tentam recriar a realidade (presumo que para agradar a seus chefes e dizer-lhes o que eles querem ouvir).

A data é 31 de Janeiro de 2008. Poucos dias depois de Sicko ser indicado ao Óscar de Melhor Documentário. Isso deve ter deixado alguém furioso no Departamento de Estado de Bush (o seu Departamento do Tesouro já me tinha notificado de que investigava as leis que porventura quebrei ao levar três socorristas do 11/09 a Cuba para receberem os cuidados de saúde que lhes foram negados nos Estados Unidos).

Presidente de El Salvador diz que episódio do Wikileaks está encerrado

O presidente de El Salvador, Mauricio Funes, considerou neste domingo o episódio das publicações do site WikiLeaks como encerrado e nega temor por segurança.

"Para mim é um capítulo fechado. O Governo dos Estados Unidos vai continuar dando informação através de suas sedes diplomáticas e isso é o que fazem todas as sedes diplomáticas e isso não tem por que chamar-se espionagem nem contra-espionagem", declarou Funes.

O líder fez referência à publicação de documentos secretos da embaixada dos EUA em El Salvador que classificou o Governo de coabitação de "esquizofrênico", após um acompanhamento sobre a situação do Executivo e perante a preocupação que "a queda-de-braço" política ameaçasse a frágil democracia do país.

"Quem não sabe que em El Salvador há diferenças de opinião, de critério, de percepção, de análise, entre o presidente da República e o partido em Governo?", questionou Funes.

Sobre o qualificativo de esquizofrênico, o presidente afirmou que se o diplomata americano o usou para referir-se a uma "dupla personalidade, porque por um lado está o presidente com um pensamento e por outro lado está os outros partidos", nesse caso "o conceito está bem aplicado".

Funes assumiu o poder em junho de 2009 como o primeiro presidente de esquerda na história do país.

Fonte: G1

Jornalistas fazem manifestação de apoio a Assange

Jornalistas do Rio de Janeiro realizaram hoje uma manifestação de apoio ao australiano Julian Assange, fundador do site Wikileaks. De forma descontraída, os manifestantes distribuíram máscaras com o rosto do ciberativista aos banhistas nas praias de Ipanema e Leblon, na zona sul.

"Ele conseguiu tornar públicas informações que eram cifradas e escondidas. Virou nosso ídolo, nossa referência. Quem sabe não aprendemos e criamos um Wikileaks no Brasil?", defendeu o jornalista Marcos Almeida.
Através do Wikileaks, Assange publicou centenas de telegramas secretos da diplomacia americana.

Cem máscaras foram distribuídas. Os banhistas, que lotaram as praias e enfrentaram forte calor, demonstraram apoio à manifestação.

Fonte: Estadão

Justiça americana estuda como processar Julian Assange


WASHINGTON (AFP) -O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está explorando as vias legais para processar Julian Assange, afirmou neste domingo o vice-presidente americano Joe Biden, que considera o fundador do WikiLeaks um "terrorista de alta tecnologia".

"Estamos estudando isto. O Departamento da Justiça está trabalhando sobre a questão", afirmou Biden em uma entrevista ao canal NBC e que será exibida neste domingo.

"Se ele conspirou com um militar dos Estados Unidos para obter estes documentos secretos, isto é fundamentalmente diferente de se alguém deixa documentos para você, vamos dizer ''você é um jornalista, aqui está material confidencial''", disse.


A lei de espionagem, de 1917, não contempla este tipo de caso, já que é preciso demonstrar que o site WikiLeaks, que divulgou milhares de telegramas diplomáticos secretos dos Estados Unidos, não é um meio de comunicação tradicional.

EUA estão irritados com padrões europeus sobre direitos humanos

Londres (EFE) – Os padrões europeus em matéria de direitos humanos “irritam” a diplomacia americana, segundo documentos secretos dos Estados Unidos vazados pelo site WikiLeaks e publicados neste sábado pelo jornal britânico “The Guardian”.


Em um documento confidencial de Estrasburgo, o cônsul-geral dos EUA nesta cidade francesa, Vincent Carver, critica o Conselho da Europa por sua posição frente às extradições ao país e às transferências secretas de suspeitos de terrorismo.

O cônsul americano acusa o Conselho da Europa de fomentar o antiamericanismo e impedir assim os esforços antiterroristas de seu país.


“O Conselho da Europa gosta de se apresentar como bastião da democracia e defensor dos direitos humanos e a última esperança que fica de defender o império da lei na Europa e até além”, escreve Carver.

Porém, o diplomata qualifica o Conselho como “uma organização que tem um complexo de inferioridade e ao mesmo tempo uma agenda excessivamente ambiciosa”.

“O Tribunal Europeu de direitos humanos (…) pediu mais informações sobre casos pendentes de britânicos que os EUA solicitaram a extradição e dos quais teme que possam ser condenados à prisão perpétua sem possibilidade de recurso”, acrescenta Carver.

No meio dos crescentes rumores sobre a possibilidade de que os EUA solicitem a extradição do fundador de WikiLeaks, Julian Assange, escreve “The Guardian”, os documentos diplomáticos deixam claro a oposição de Washington a qualquer tentativa de ingerência europeia nos assuntos judiciais americanos baseada nas condições de reclusão naquele país.

Assange teria o direito de recorrer ao Tribunal Europeu de direitos humanos se tivesse de enfrentar uma solicitação de extradição dos EUA. Caso todas as etapas judiciais prévias fracassem, seus advogados estão já construindo um caso legal baseado em argumentos de direitos humanos para se opor a essa eventualidade.

Os documentos criticam não só a instituição como tal, mas também determinados indivíduos que trabalham nele, entre eles o secretário-geral britânico, agora já aposentado, que provocou a ira da Casa Branca por suas críticas públicas às transferências secretas de suspeitos de terrorismo.

As provas mostram que diplomatas americanos tentaram se reunir com seu sucessor, o ex-primeiro-ministro norueguês Thorbjorn Jagland, para convencê-lo de que se abstivesse de fazer esse tipo de críticas públicas aos EUA.

A notícia de que os EUA tentaram pressionar Jagland não pôde indignar muitos europeus, que consideram fundamental o papel do Conselho na proteção dos direitos humanos frente aos abusos da guerra antiterrorista, informou o jornal.

Os diplomatas americanos criticaram também Thomas Hammarberg, comissário de direitos humanos do Conselho, por seus ataques à política antiterrorista de Washington.

Fonte: Yahoo

Uribe negociou acordo militar com EUA para dissuadir Chávez




O ex-presidente colombiano, Alvaro Uribe, negociou em 2009 um acordo militar com Washington como um "dissuasório ante uma possível agressão" da Venezuela, segundo um despacho confidencial americano divulgado pelo site WikiLeaks e publicado este sábado pelo jornal espanhol El País.
"O governo da Colômbia considera cada vez mais a Venezuela como uma ameaça, sobretudo após as recentes compras de armamento da Rússia, e vê o acordo de defesa como um dissuasório ante uma possível agressão venezuelana", destacou em 5 de fevereiro de 2009 o então embaixador americano em Bogotá, William Brownfield, em nota remetida a Washington.
Brownfield escreveu que o atual presidente colombiano e então ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, foi um dos principais impulsionadores do acordo, que permitia a militares americanos operar em sete bases colombianas e que finalmente foi tornado sei efeito pela Justiça em Bogotá em 18 de agosto de 2010.
"Em várias ocasiões, o ministro Santos aludiu à ponte aérea de Estados Unidos e Israel durante a guerra do Yom Kipur de 1973, e pediu ''garantias'' similares do governo americano em caso de conflito com a Venezuela", escreveu o embaixador em fevereiro de 2009, segundo o WikiLeaks.
Uribe, que governou entre 2002 e 2010 com uma plataforma de direita, teve vários atritos com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que em meados de 2009 rompeu totalmente os laços com Bogotá devido ao acordo militar.

Fonte: Terra

Assange denuncia novo macartismo nos EUA

O Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, acusa os EUA de macartismo, referência à campanha anticomunista
O Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, acusa os EUA de macartismo, referência à campanha anticomunista. 


O australiano Julian Assange denunciou neste sábado "uma nova forma de macartismo financeiro nos Estados Unidos", depois da suspensão pelo Bank of America de todas as transações destinadas ao site WikiLeaks, especializado no vazamento de documentos confidenciais.


"O Bank of America divulgou um comunicado de que não pretende realizar nenhuma transação de nenhum cliente para nenhuma organização que arrecade dinheiro em nosso benefício", disse.
"É um novo tipo de macartismo nos Estados Unidos para privar esta organização dos recursos que precisa para sobreviver, para me privar pessoalmente dos recursos que meus adovogados precisam para me proteger da extradição para os Estados Unidos ou Suécia", completou Assange.


O termo usado por Assange faz referência à campanha anticomunista liderada pelo então senador Joseph McCarthy nas décadas de 40 e 50.


O Bank of America anunciou neste sábado a suspensão de todas as transações destinadas ao site WikiLeaks, responsável pelo vazamento de milhares de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos.


"O Bank of America se une às medidas anunciadas anteriormente por MasterCard, PayPal, Visa Europa e outros, e não realizará transações de nenhum tipo que acredite que possam estar destinadas ao WikiLeaks", anunciou Scott Silvestri, porta-voz do banco.


"Esta decisão é baseada no fato de que temos razões para pensar que o WikiLeaks pode estar vinculado a atividades que são, entre outras coisas, contrárias a nossa política interna de pagagmentos", acrescenta Silvestri em um comunicado.


O fundador do WikiLeaks, que recentemente divulgou 250.000 telegramas diplomáticos secretos americanos, havia anunciado em uma entrevista à revista Forbes que preparava um `megavazamento` que afetaria um importante banco dos Estados Unidos no início do próximo ano".


Fonte: eBand

Jobim e os militares tentam enquadrar o MST como grupo terrorista

Na falta de um Bin Laden de verdade

Leandro Fortes



Ironia do destino, caberá à presidente eleita, Dilma Rousseff, pôr fim a uma guerra interna do governo federal: qual é a posição que o Brasil deve ter sobre o terrorismo? Ex-militante da esquerda armada durante a ditadura, a sucessora de Lula foi chamada de terrorista na campanha eleitoral. Mas, como decidiu manter Nelson Jobim no Ministério da Defesa, vai continuar a conviver com o intenso lobby dos militares, apoiados pela turma conservadora da agricultura, a favor de uma lei que defina como terroristas os líderes de movimentos sociais, inclusive estudantes e atingidos por barragens. E, sobretudo, os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, o MST. No governo Lula, a ideia nunca prosperou, o que não desanimou os defensores do projeto.

MST teria espiões no Incra para orientar invasões



O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) usa informantes dentro do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) para ocupar as terras que serão desapropriadas pelo governo. A afirmação consta de telegramas enviados por diplomatas dos Estados Unidos ao Departamento de Estado americano e revelados ao GLOBO pelo grupo WikiLeaks. Os diplomatas acusam ainda os sem-terra de alugarem lotes dos assentamentos para o agronegócio no Pontal do Paranapanema (SP) e avaliam que o governo Lula esvaziou o movimento, que teve de se "reinventar".

"A prática do MST de distribuir lotes de terra fértil a seus fiéis e de alugar a terra de novo ao agronegócio é irônica, para dizer o mínimo. O presidente Lula tem sido flagrantemente silencioso com suas promessas de campanha de apoiar o MST por uma boa razão: uma organização que ganha terra em nome dos sem-terra e que depois a aluga para as mesmas pessoas de quem tirou tem um sério problema de credibilidade", escreve o cônsul-geral em São Paulo, Thomas White, em 29 de maio do ano passado. O comentário foi feito após o diplomata ouvir um relatório de seu assessor econômico, que conversara com empresários de Presidente Prudente, onde "poucas pessoas" apoiam o movimento social.

O assessor econômico ouviu também o historiador americano Clifford Welch, que integra o Nera (Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos em Reforma Agrária). Considerado por White como "pró-MST", o pesquisador revela que o movimento usa seus contatos dentro do Incra para determinar qual será a próxima fazenda desapropriada. "Welch disse ao assessor econômico que o Incra não torna essa informação publicamente disponível e que o MST só poderia acessá-la por meio de informantes dentro do Incra", informa o cônsul-geral. Segundo White, o Incra, usualmente, não desapropria com rapidez e, assim, "o MST invade a terra como prometido".

Fonte: O Globo

Produtora adquire direitos de documentário sobre Wikileaks

O Wikileaks dará origem a dois documentários.
Os filmes buscarão demonstrar melhor o funcionamento desta explosiva iniciativa.


Aproveitando a onda de discussão, a Zodiak Rights, distribuidora britânica, garantiu os direitos mundiais de distribução de Wikileaks: War, Lies & Videotapes.
A ideia do filme é revelar um pouco o interior do "site mais perigoso do mundo", além de traçar um perfil de Julian Assange, o fundador do site - que recentemente pagou fiança e saiu de uma prisão em Londres (onde estava sendo mantido acusado de crimes sexuais).
A produção bate de frente com outro documentário sobre o tema, WikiRebels, não-autorizado e produzido pela produtora sueca SVT, com lançamento previsto para o começo de janeiro.

Wikileaks: War, Lies & Videotapes será produzido pelos jornalistas investigativos Luc Hermann e Paul Moreira e ainda não tem previsão de lançamento.

Fonte: R7

Revista do Zimbábue é processada por publicar documentos vazados

Os diretores do Banco Central e do serviço secreto do Zimbábue processaram na Justiça uma revista local por reproduzir documentos secretos de diplomatas americanos vazados pelo site WikiLeaks, segundo os quais os funcionários do país são envolvidos no tráfico ilegal de diamantes.

Gideon Gono, diretor do Banco Central, e Happyton Bonyongwe, chefe da Organização Central de Inteligência, processam a revista privada "The Standard", exigindo, respectivamente, US$ 12,5 milhões e US$ 10 milhões por danos e prejuízos a suas pessoas, informa neste sábado o diário estatal "The Herald".

Esses processos ocorrem dias depois de Grace Mugabe, esposa do líder do Zimbábue, Robert Mugabe, processar a "The Standard" também por publicar documentos vazados pelo WikiLeaks, nos quais ela também é envolvida no tráfico ilegal de diamantes.

Todos negam taxativamente ter participado do tráfico ilegal de diamantes.

O documento diplomático americano cita como fonte Andrew Cranswick, diretor da companhia mineradora desalojada desses campos de mineração pelo Governo de Mugabe em 2006, que negou ter falado com funcionários americanos sobre essas questões.

Fonte: Estadão

Quem tem medo do Wikileaks?


“Uma organização de comunicação livre, assentada no trabalho voluntário de jornalistas e tecnólogos, como depositária e transmissora daqueles que querem revelar anonimamente os segredos de um mundo podre, enfrenta os que não se envergonham das atrocidades que cometem, mas se alarmam com o fato de que suas maldades sejam conhecidas por quem elegemos e pagamos”, escreve o sociólogo Manuel Castells em artigo para o jornal espanhol La Vanguardia.

Bank of America diz que cortará serviços com o WikiLeaks

O Bank of America afirmou na noite de sexta-feira que está se juntando à outras instituições financeiras e não processará transações do WikiLeaks, site que enfureceu autoridades dos Estados Unidos ao publicar uma série de documentos confidenciais norte-americanos, informou o McClatchy Newspapers.
"O Bank of America se junta às ações previamente anunciadas pela MasterCard, PayPal, Visa Europe e outros e não processará transações de qualquer tipo que nós tenhamos razão para acreditar que envolvam o WikiLeaks", disse o banco em comunicado, segundo o McClatchy.
Ninguém do Bank of America estava disponível para comentar a informação.
O WikiLeaks disse que divulgará documentos no início do próximo ano que apontarão "práticas antiéticas" de um grande banco norte-americano, que acredita-se ser o Bank of America.
Várias empresas interromperam seus serviços ao WikiLeaks após o site ter se associado a grandes jornais para publicar milhares de documentos diplomáticos confidenciais dos EUA que causaram tensão entre Washington e alguns de seus aliados.
"Esta decisão é baseada na nossa crença de que o WikiLeaks possa estar envolvido em atividades que são, entre outras coisas, inconsistentes com as nossas políticas internas para o processamento de pagamentos", apontou a nota do Bank of America.
Depois da informação, o WikiLeaks pediu, em mensagem no Twitter, que seus seguidores deixem o banco.

Fonte: Terra

Um bando de provocadores

Natália Viana


Reproduzo aqui o que disse o editor do New York Times, Bill Keller, sobre o WikiLeaks, hoje:

“Ao longo desta experiência, nós consideramos Julian Assange e seu alegre bando de provocadores e hackers como uma fonte. Não vou dizer uma fonte pura e simples, porque como qualquer repórter ou editor pode atestar, fontes são raramente puras e simples”.

Ele disse isso em um evento sobre jornalismo promovido pela Fundação Nieman, em Harvard. E afirmou ainda que Julian Assange não é um jornalista: “Pelo menos não do mesmo tipo que eu”.

Acho que a consideração é perfeita e vem no momento exato: Bill Keller apenas falou alto o que muitos jornais pensam.

A postura dele revela uma coisa simples, que é o fato de que muitos profissionais da mídia tradicional não estão prestando atenção no que está acontecendo com o jornalismo no mundo.

Falo de jornalismo grasroots ou comunitário, sim, falo de jornalismo espontâneo e de blogs, sim, mas falo principalmente de bom jornalismo, relevante e profundo que está surgindo de grupos independentes e também de centros de jornalismo investigativo – e que está retirando o monopólio dos veículos estabelecidos de produzir e propagar infomação, de dizer o que é ou não notícia.

Após taxar o WikiLeaks de “fonte”, o editor diz que “nenhuma fonte” é “pura e simples”. O raciocínio mais lógico é questionar se algum jornal é um jornal “puro e simples”, incluindo o New York Times. E isso não tira o mérito do bom jornalismo que muitos deles fazem.

Mas a coisa é um tanto pior porque o WikiLeaks obtem informações valiosas – sim, elas valem muito dinheiro. Vendem jornal. Causam escândalo. Então, neste caso, os veículos tradicionais se interessam e têm que negociar.

Por isso me assusta um pouco a defesa de que há um tipo “superior” de jornalista e “outro tipo” – neste quesito caberia o Julian Assange. Cheira a uma defesa desesperada de quem está perdendo seu nicho de mercado.

Não seria mais inteligente olhar as novas fronteiras do jornalismo, reconhecer as iniciativas bem-sucedidas e ficar feliz com o mundo de possibilidades que está se abrindo?

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Assange desafia acusação a apresentar as provas

"Agora que estou de volta à direção do barco, o nosso trabalho avançará de forma mais rápida", prometeu Julian Assange, ontem, um dia depois da sua libertação. Assume-se como vítima de uma campanha de difamação e pergunta: "Afinal, onde estão as provas?"


Com a mansão de Elligham Hall, Reino Unido, como cenário, num jardim coberto de neve, o australiano Julian Assange foi ao encontro dos jornalistas, descrevendo a sua situação atual como "uma prisão domiciliária de alta tecnologia". O fato não o impede de continuar a trabalhar no Wikileaks. "Mas, como viram na minha ausência, as coisas estão bem organizadas mesmo sem a minha participação direta", referiu.

A mais recente revelação do portal é sobre Hugo Chávez: o presidente da Venezuela terá facilitado a fuga de presumíveis membros da organização separatista basca ETA.



Determinado, Assange voltou a clamar inocência nos crimes sexuais de que é acusado. "Tem sido uma campanha de difamação falsa, mas com êxito. Contudo, tem os dias contados. As pessoas começarão a pensar que, se as acusações são verdadeiras, onde estão as provas?" - questionou. "Por que é que nem eu, nem os meus advogados receberam ainda quaisquer provas?".

Questionado acerca de ser o alvo de uma possível conspiração norte-americana, Assange reagiu dizendo que está a sofrer "investigação muito agressiva" e que, neste processo, "muitas pessoas perderam credibilidade.

Outras fazem carreira a perseguir famosos". Além disso, admitiu que "o maior risco é a extradição para os EUA. E parece cada vez mais grave e mais provável". Entretanto, no dia 11 de Janeiro, o tribunal pronuncia-se sobre a extradição para a Suécia, onde terão sido cometidos os crimes.

Acerca do soldado Bradley Manning, que está detido sob a suspeita de ser a fonte do Wikileaks, Assange manifestou preocupação. "O portal foi criado de forma a não saber quem são as fontes. Reparem que é o único acusado. Está numa situação muito difícil", comentou.

Note-se que, além de reunirem 280 mil euros para pagar a fiança de Assange, são várias as personalidades da vida acadêmica, política, científica e jornalística que se disponibilizaram, perante a Justiça, a testemunhar a favor da credibilidade de Julian Assange.

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As condições desumanas da prisão de Bradley Manning

Bradley Manning, 22 anos, o soldado do Exército dos Estados Unidos acusado de vazar documentos sigilosos para o site WikiLeaks, nunca foi condenado por esse nem por qualquer outro crime. Apesar disso, está trancado há cinco meses numa cela da Marinha americana em Quântico, Virgínia – e, antes disso, outros dois meses em prisão militar no Kuwait - sob condições crueis e desumanas e, pelos padrões de muitas nações, de tortura. Entrevistas com várias pessoas familiarizadas com as condições da prisão de Manning, incluindo um funcionário de Quântico (o tenente Brian Villiard), confirmam o que vem sendo veiculado: essas condições podem criar lesões psicológicas de longo prazo.

Desde sua prisão, em maio, Manning é detento exemplar, sem episódios de violência ou problemas disciplinares; no entanto, foi declarado desde o início “prisioneiro de segurança máxima”, o nível mais alto e mais repressivo da detenção militar, base para as medidas desumanas que lhe são impostas.
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Desde o início Manning é mantido em isolamento intensivo. Em 23 das 24 horas do dia - por sete meses seguidos e contando - ele fica completamente sozinho na cela. Mesmo em sua cela, suas atividades são muito restritas: ele é proibido de se exercitar e está sob vigilância constante. Por razões que parecem simplesmente punitivas, direitos básicos em prisões civilizadas lhe são negados, como travesseiro ou lençóis (ele não é e nunca foi de tendência suicida). Na única hora diária em que é retirado deste isolamento, é proibido de ver notícias ou programas ao vivo. O tenente Villiard desmentiu que as condições se assemelhem às de “filmes de prisão, em que o preso é jogado num buraco", mas confirmou que ele está em confinamento solitário, exceto pela hora diária em que sai da cela.

WikiLeaks sofre 'investigação agressiva' dos EUA

                   

FONTE: G1

'Calúnias'

Na noite de quinta, Assange se disse vítima de calúnias.

"Essa tem sido uma campanha difamatória muito bem sucedida, e muito errada", disse Assange à BBC, já instalado na mansão do ex-oficial do Exército britânico Vaughan Smith, em Suffolk, leste da Inglaterra.

Sem entrar em detalhes, ele previu novas difamações por parte das autoridades suecas, e disse que seus rivais aproveitam o caso para prejudicá-lo por causa do WikiLeaks, site que desde o mês passado vem divulgado mais de 250 mil comunicações sigilosas da diplomacia norte-americana, o que causou constrangimentos para os EUA e seus aliados.

"Basta olhar para o sorriso irônico do secretário de Defesa (dos EUA, Robert) Gates ao saber da minha prisão... para entender o valor disso para os adversários desta organização", disse.

O anfitrião de Assange já disse que a conexão com a Internet na sua mansão, a cerca de três horas de viagem de Londres, não é muito boa. Assange afirmou que as condições no local são "um flagrante impedimento" ao seu trabalho, mas que isso não o impedirá de fazê-lo.

"Como vimos durante minha ausência, as coisas (no WikiLeaks) estão bem encaminhadas para funcionarem mesmo sem o meu envolvimento direto", afirmou.

Além de se instalar na casa de Smith, Assange terá de usar um localizador eletrônico e precisará respeitar um toque de recolher e se apresentar diariamente à polícia. O australiano e seus advogados não escondem o temor de que ele venha a ser indiciado também nos EUA, por espionagem.

Vendo a movimentação de jornalistas no meio da neve à espera de Assange na mansão de Suffolk, uma vizinha, Janice Game, de 63 anos, deu crédito ao novo hóspede da região.

"Não acho que Vaughan iria tê-lo em casa se não acreditasse completamente que ele é inocente", afirmou.

FONTE:  G1

Polícia da Austrália afirma que não vai mais investigar o WikiLeaks

Site de vazamentos havia sido criticado pela primeira-ministra.
Australiano disse que é alvo de uma bem sucedida campanha de calúnias.

A policia da Austrália anunciou nesta sexta-feira (17) que o site WikiLeaks não cometeu nenhum delito criminal no país ao divulgar comunicados secretos da diplomacia dos Estados Unidos, os quais tratavam de questões sensíveis do governo e, portanto, não será mais alvo de investigação no país.

A AFP (a polícia federal australiana) completou sua avaliação do material e não constatou a existência de nenhum delito criminal sobre o qual a Austrália teria jurisdição', disse em um comunicado.

O criador do site WikiLeaks, o australiano Julian Assange, deixou na quinta-feira a prisão em Londres, após pagar fiança para aguardar em liberdade o processo que pode levá-lo a ser extraditado para a Suécia para responder por crimes sexuais. Assange afirma ser vítima de uma perseguição política, e prometeu continuar revelando segredos governamentais.

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, dá entrevista nesta quinta-feira (16) após ser libertado em Londres.

O governo da Austrália havia ordenado que a polícia investigasse se o WikiLeaks tinha cometido crimes no país. O pedido foi feito depois que a primeira-ministra, Julia Gillard, comentou que a "pedra fundamental" da liberação dos despachos diplomáticos dos EUA pelo WikiLeaks era um "ato ilegal que certamente violou as leis dos Estados Unidos da América".

Gillard vem sendo criticada por partidários do WikiLeaks e por alguns membros de seu governo, trabalhista, por ter possivelmente prejudicado Assange em qualquer ação criminal futura.

O WikiLeaks tem irritado o governo dos EUA nas últimas semanas, desde que começou a divulgar mais de 250 mil comunicações secretas de diplomatas norte-americanos.

FONTE: G1

Julian Assange afirma que WikiLeaks sofre 'investigação agressiva' dos EUA

Julian Assange afirmou que não sabe quem vazou documentos diplomáticos.
Ele cumpre liberdade condicional em mansão em Suffolk.

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, disse nesta sexta-feira (17) que ele e sua organização enfrentam uma "investigação agressiva" por parte das autoridades dos EUA, depois do vazamento de correspondência diplomática norte-americana.
Assange deu entrevista em frente à mansão de Suffolk onde cumpre a liberdade condicional obtida na véspera. Ele estava preso acusado de abusos sexuais cometidos em agosto na Suécia.

Questionado se está sofrendo uma "conspiração" dos EUA, ele respondeu: "Eu diria que existe uma investigação muito agressiva".

O australiano reclamou que seu site está sofrendo ataques "legais e técnicos", mas que vai "suportar a decapitação".

Assange também afirmou que a maior parte dos ataques contra seu site não vieram de governos, mas de bancos em Dubai, na Suíça, no Reino Unido e nos EUA.

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, dá entrevista nesta sexta-feira (17) em Suffolk, em frente à casa em que está hospedado.
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, dá entrevista nesta sexta-feira (17) em Suffolk, em frente à casa em que está hospedado. (Foto: AFP)
"Minha sensação é a de que há um número de interesses diferentes, pessoais, nacionais e internacionais, que se alimentam com este processo, que se encorajam", disse, sugerindo que novas revelações podem ser feitas a partir desta sexta-feira.

"Meus advogados me informaram que estará em curso nova tentativa de difamação", disse.

"Ouvimos hoje de um de meus advogados nos Estados Unidos, e isto ainda deve ser confirmado, mas é uma questão séria, que pode haver uma acusação por espionagem contra mim nos Estados Unidos, vinda de uma investigação secreta de um grande júri americano", disse .

"O maior risco, o risco que preocupa a todos nós, é a extradição para os Estados Unidos. E isso parece ficar cada vez mais sério e cada vez mais provável", declarou à imprensa o australiano de 39 anos.

Ele voltou a dizer que não viu ainda as provas que as autoridades suecas têm contra ele no caso de abusos sexuais e manifestou inquietação com o fato de que os EUA podem começar um processo contra ele.

Questionado sobre Bradley Manning, o ex-analista de inteligência dos EUA suspeito do vazamento, Assange disse que a política do WikiLeaks é não saber de onde vêm os documentos que recebe, por considerar esta a melhor maneira de proteger suas fontes.

Em Washington, muitos defendem um processo por "espionagem" contra o fundador do WikiLeaks, que continua a revelar centenas de milhares de documentos diplomáticos embaraçosos para os Estados Unidos.

Uma porta-voz da Justiça americana confirmou a existência de uma "investigação em curso contra o WikiLeaks".

FONTE: G1

Assange passará o Natal na mansão de amigo jornalista

Tribunal confirmou a liberdade condicional do fundador da organização que tem divulgado a correspondência diplomática dos EUA. Próxima audiência é a 11 de Janeiro.

Uma mansão de dez quartos com 160 hectares de terreno e não uma cela de isolamento na prisão de Wandsworth. Será aí que Julian Assange passará o Natal, após um juiz britânico confirmar a decisão de o deixar em liberdade mediante o pagamento de uma fiança de 240 mil libras (cerca de 280 mil euros).

Acusado de crimes sexuais na Suécia, o fundador da WikiLeaks regressa ao tribunal a 11 de Janeiro para a audiência da extradição.

"É bom sentir de novo o ar fresco de Londres", afirmou o australiano de 39 anos à saída do tribunal. "Espero continuar o meu trabalho e continuar a defender a minha inocência." Na mensagem, lembrou ainda o seu tempo na cela de isolamento - aparentemente a mesma onde esteve detido o escritor irlandês Oscar Wilde - "no fundo de uma prisão vitoriana", dizendo ter pensado nas pessoas que estão detidas em condições ainda piores que as suas. "Essas pessoas também precisam da nossa atenção e apoio", disse.

Assange passa o Natal na mansão de amigo jornalista
Houve ainda tempo para agradecimentos. Primeiro, a todos os que mantiveram a fé nele e ajudaram a sua equipa nos nove dias que esteve preso. Depois aos advogados "que travaram uma luta corajosa e bem-sucedida" e àqueles que contribuíram para pagar a fiança, "diante de grandes dificuldades". Finalmente aos jornalistas e ao sistema judiciário: "Se o resultado não é sempre a justiça, pelo menos ela ainda não está morta."

Assange terá de se apresentar diariamente entre as 14.00 e as 17.00 na esquadra de Beccles, a mais próxima da mansão do jornalista e amigo Vaughan Smith, excepto nos feriados, quando um agente se deslocará à propriedade, a 200 km de Londres. Além de ter entregado o passaporte, Assange tem de usar sempre a pulseira electrónica, para evitar uma fuga.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Quem é Julian Assange? (Parte 2)

Hacker

Com o surgimento da internet, entrou para o mundo da pirataria. Junto com outros hackers, em 1991 admitiu que havia invadido os sistemas da Universidade Nacional da Austrália, o Instituto de Tecnologia Royal Melbourne (RMIT) e a empresa de telecomunicações canadense Nortel.

Acusado de 20 delitos, acabou sendo condenado apenas a pagar uma multa de 2,1 mil dólares australianos –sob a condição de que não voltaria a cometer outros crimes.

Aos 18 anos teve um filho com uma namorada. A disputa pela custódia lhe rendeu cinco anos de batalhas judiciais, sem sucesso.

Junto com a acadêmica Suelette Dreyfus, ele lançou “Underground”, que se tornou best-seller entre internautas, no qual descreve as regras da subcultura hacker.

Em 2006, abandonou os estudos em matemática e física na Universidade de Melbourne e fundou o WikiLeaks, com o objetivo de publicar informações filtradas de "regimes opressores" como China, a antiga União Soviética, a África Subsaariana e o Oriente Médio, sem deixar à margem as "condutas pouco éticas" de países do Ocidente.

O site começou a receber colaborações de várias partes do mundo, se tornando uma fonte segura para delatores. Entre suas revelações estão desde documentos sigilosos sobre a guerra do Afeganistão a mensagens pessoais da ex-candidata a vice-presidente dos EUA Sarah Palin.

O site é mantido por centenas de voluntários e uma equipe de apenas três a cinco colaboradores com dedicação exclusiva. Conhecidos apenas pelas iniciais, eles se comunicam por meio de mensagens criptografadas.

FONTE: G1

Quem é Julian Assange? (Parte 1)

Principal responsável pela divulgação de centenas de milhares de documentos sigilosos, o criador do site WikiLeaks, Julian Assange, tenta manter discrição sobre sua vida, troca de telefone com freqüência, evita cartões de crédito e costuma dar nomes falsos em hotéis.

O pouco que se sabe sobre ele está num longo perfil publicado pelo jornalista Raffi Khatchadourian para a revista americana “New Yorker” em junho, antes de Assange se tornar um dos principais inimigos dos EUA e uma espécie de pop star para internautas e anti-americanos.

Segundo a reportagem, Julian Paul Assange nasceu em 1971 em Townsville, no nordeste da Austrália. O mais provável, no entanto, é que ele tenha nascido em trânsito, já que os pais dirigiam uma companhia de teatro itinerante.

A mãe viveria depois com um músico, com quem teve um segundo filho. Com medo de perder a guarda do filho mais novo, após a separação, ela viveu como nômade com os dois filhos.

Foram cerca de 36 mudanças até os 14 anos de Assange e por conta disso –e também pela crença da mãe de que o estudo formal tornaria os filhos subservientes à autoridade- eles não tiveram um ensino formal.

“Eu gastava o máximo de tempo que podia em bibliotecas indo de um assunto a outro, lendo atentamente todos os livros que eu achava em citações”, contou Assange à revista.
Aos 16 anos, Assange tinha um modem e seu computador foi transformado em um portal. Ainda não existiam websites, mas as redes de computadores e sistemas de telecomunicações estavam suficientemente ligadas para formar uma rede que alguém com grande conhecimento técnico conseguiria invadir.

FONTE: G1

Documento vazado pelo WikiLeaks afirma que Fidel quase morreu em 2006

Documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos divulgados pelo site WikiLeaks afirmam que funcionários do governo americano acreditam que o líder cubano Fidel Castro quase morreu em 2006.

Fontes do governo americano em Havana disseram aos diplomatas que Fidel ficou em estado bastante crítico quando sofreu com um intestino perfurado durante um voo em Cuba.

A doença fez com que Fidel transferisse o poder da ilha para seu irmão Raúl. O estado de saúde de Fidel, que tem 84 anos, é considerado segredo de Estado em Cuba.

Logo que o WikiLeaks começou a divulgar os telegramas, Fidel elogiou o site, dizendo que ele havia humilhado Estados Unidos.

Publicados pelo jornal espanhol El País, os comunicados revelam o intenso esforço dos diplomatas americanos para descobrir detalhes da doença de Fidel e suas chances de recuperação.

As fontes que passaram as informações para os diplomatas não tiveram seus nomes divulgados pelo WikiLeaks. No entanto, os documentos dão a impressão de que são pessoas próximas ao líder cubano ou que tinham acesso a seus prontuários médicos.

Colostomia

Um dos telegramas, enviado em março de 2007 pelo então chefe do escritório de negócios americanos em Havana, Michael Parmly, cita um relato de um médico não identificado quando Fidel ficou doente em 2006.

“A doença começou em um avião que ia de Holguín para Havana”, relata o telegrama. Como era um voo curto e não havia médico a bordo, o avião teve que fazer um pouso de emergência após ter sido verificado que Fidel sofria com uma hemorragia interna.

Imprensa alemã pede para acabar com "criminalização" ao WikiLeaks

As Associações de jornalistas e a imprensa da Alemanha pediram nesta quinta-feira para que acabem com a "criminalização" ao polêmico portal de internet WikiLeaks.

Em comunicado conjunto, os signatários denunciaram o estabelecimento de "qualquer tipo de censura estatal ou privada".

Os meios de comunicação digitais "merecem desfrutar da mesma proteção (legal) que os meios tradicionais", afirmou a carta.

Esta chamada fez referência aos portais e servidores que se negaram nos últimos dias a conceder seus serviços ao WikiLeaks e aos estados e administrações públicas que bloquearam recentemente o acesso à página.

FONTE: Yahoo Notícias

Julian Assange é solto em Londres e diz que continuará trabalho

                    

"Espero continuar meu trabalho e continar a proclamar minha inocência neste caso", disse em uma breve declaração na escadaria do tribunal.

"É fantástico respirar o ar fresco de Londres outra vez", celebrou o australiano.

Fonte: G1

Julian Assange é solto em Londres e diz que continuará trabalho

Apelação contra liberdade condicional para Assange caiu nesta quinta-feira.
Em meio a polêmica sobre vazamentos, Suécia o acusa de crimes sexuais.

O fundador do site de vazamentos WikiLeaks, Julian Assange, foi libertado nesta quinta-feira (16), em Londres, mediante pagamento de fiança.

Ao deixar o tribunal, por volta das 18h locais (16h de Brasília), ele disse que quer continuar seu trabalho e reafirmou inocência.

"Espero continuar meu trabalho e continar a proclamar minha inocência neste caso", disse em uma breve declaração na escadaria do tribunal.

"É fantástico respirar o ar fresco de Londres outra vez", celebrou o australiano.

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, celebra sua libertação ao deixar tribunal nesta quinta-feira (16) em Londres. (Foto: AFP)

Horas antes, a Alta Corte de Justiça de Londres havia decidido pela libertação do australiano, que terá direito a aguardar em liberdade o processo que pode levar à sua extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais.

A corte poderia manter ou reverter a decisão de uma instância inferior, que havia autorizado na terça-feira a liberdade condicional para Assange sob o pagamento de fiança de 200 mil libras (US$ 317 mil). Promotores representando a Suécia tinham recorrido dessa decisão.

Assange chegou ao tribunal na quinta com ar desafiador, fazendo um sinal de vitória ao descer do veículo policial. Seu advogado, Mark Stephens, se disse confiante na concessão da fiança, e afirmou que seus apoiadores já haviam arrecadado as 200 mil libras da fiança.

O WikiLeaks tem irritado os EUA nas últimas semanas, desde que começou a divulgar mais de 250 mil comunicações secretas da diplomacia norte-americana.
Assange é acusado por duas ex-voluntárias do WikiLeaks de coação sexual e de ter mantido relações com elas sem usar preservativos - o que na Suécia é considerado uma forma leve de estupro. Ele rejeita as acusações e se diz vítima de perseguição política.


Pela decisão da primeira instância, Assange deveria se instalar na mansão rural de um simpatizante, no leste da Inglaterra, e precisaria usar um localizador eletrônico e se apresentar diariamente à polícia.

Christine Assange, mãe do fundador do WikiLeaks, acena para jornalistas em frente ao tribunal nesta quinta-feira (16) em Londres. (Foto: AP)
A promotoria alegou que essas medidas não o impediriam de fugir, e por isso recorreu da liberdade condicional. A extradição propriamente dita deve ser decidida no ano que vem.

Assange e seus advogados não escondem o temor de que ele seja indiciado por autoridades norte-americanas por espionagem. Não ficou claro se a iniciativa de mantê-lo preso partiu das autoridades suecas ou britânicas. A promotoria sueca disse que o caso está nas mãos da promotoria britânica, que por sua vez afirmou defender os interesses do governo sueco no caso.

FONTE: G1

 

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OBRIGADO

EUA querem processar Assange por conspiração

A justiça norte-americana está a preparar uma argumentação contra Julian Assange. De acordo com o "New York Times", os procuradores pretendem acusar o fundador do site Wikileaks de conspiração por disseminação de documentos secretos, e já estão à procura de provas.

O "New York Times" escreve ainda que os procuradores pretendem provar que houve contactos entre Assange e um analista dos serviços secretos do exército americano, que terá divulgado as informações - mais de 200 mil telegramas diplomáticos dos EUA.

Se ficar provado que Assange encorajou o analista a procurar informações confidenciais, os EUA poderão acusar o fundador do site Wikileaks de conspiração.

FONTE: Globo

EE UU intenta armar un caso de conspiración contra Assange

La Fiscalía investiga si el fundador de Wikileaks colaboró de forma directa con el soldado que filtró los documentos clasificados

La Fiscalía de EE UU trata de armar un caso contra el fundador de Wikileaks, Julian Assange, para conseguir imputarle un delito de conspiración por la difusión de los documentos secretos del Departamento de Estado. La investigación se centra ahora en si Assange colaboró de alguna forma con el ex analista militar de Inteligencia de las Fuerzas Armadas de EE UU, Bradley Manning, en la sustracción de los documentos, según informa The New York Times.

La investigación se basa en unas declaraciones que Manning hizo en un página web en las que aseguraba que mantuvo varias conversaciones con Assange mediante videoconferencia, jactándose incluso de constituir "una de las fuentes de alto nivel de Wikileaks", según reveló uno de sus confidentes. El Departamento de Justicia estadounidense trata de determinar si Assange actuó como inductor o si llegó a participar de forma activa en la sustracción. En el caso de que se demuestre, Assange podría enfrentar una causa penal por varios delitos, según fuentes cercanas a la investigación, citadas por el diario.

Desde que Wikileaks llevó a cabo sus primeras filtraciones de documentos sobre la guerra de Irak (40.000 archivos) y la misión en Afganistán (77.000 archivos que documentaban 20.000 muertes), la Fiscalía estadounidense estudia la posibilidad de imputar a Assange un delito de violación de la Ley sobre Espionaje de 1917, aunque sin éxito, por lo que estas investigaciones serían la clave para juzgarle en Estados Unidos.
Assange ingresó en prisión el pasado 7 de diciembre en cumplimiento de la orden europea de arresto emitida por Suecia, donde se le acusa de haber cometido varios delitos sexuales contra dos colaboradoras de Wikileaks. Ahora deberá depositar más de 235.000 euros de fianza para poder abandonar la cárcel británica de Wandsworth, a la espera de conocer si finalmente es extraditado al país nórdico.

FONTE: El País
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